Como todas as raparigas eu sempre sonhei ter um principe encantado, eu sempre sonhei em ir com ele a noite para a praia ver o mar, sempre sonhei com passeios de mão dada, com tudo a que achava que tinha direito, á medida que ia crescendo comecei a achar estranho o que temos de sofrer para conseguir o que queremos, e quanto mais crescia, via que ás vezes lutavamos para simplesmente não conseguirmos nada, pois quem menos merece é quem tem, quem menos sonha é quem ganha. Amei-te, e tudo o que me trouxeste foi sofrimento, tornei o odio que te devia ter, em amor, ate tudo se tornar, posso dizer um pouco doentio, deixava as tuas palavras entrarem-me na cabeça, e reagia com um brilho nos olhos e um grande sorriso. Com o passar dos dias, achava que pensavas em mim, tal como eu pensava em ti, e não me dava conta que o que estava a sentir, ou seja, as borbuletas no estomago, e o sorriso parvo na cara, sentias tu também, mas não quando pensavas em mim. Fechava-nos a ambos num mundo, onde excluia os que para mim eram “pequenos promenores”, mas que para ti eram os maiores promenores que pudiam haver, enquanto eu vivia num mundo apenas comigo e contigo, tu vivias num completamente diferente apenas contigo e outra rapariga que não eu. Enganavas-me com as tuas palavras, e tornavas, talvez sem saber, o meu amor cada vez maior. Mas depois acabava sempre por chegar aquele dia, o dia em que tudo vem ao de cima, o dia em que acordo com um grande aperto no coração, e com um sentimento de enorme nostalgia, e não sei o porquê, até que depois venho a saber de tudo, e mais uma vez me cai tudo em cima, as minhas mãos tremem do nervosismo, os meus olhos incham por culpa de todas as lagrimas que novamente me fazes chorar. Aí chegam novamente todas as conversas que me fazem perceber tudo, que eu não sou o teu mundo, que não é em mim que pensas 24 horas por dia, e que muito menos sou a tua princesa, aquela com quem desejas passar os melhores momentos da tua vida. Aí sinto que tudo não passa de uma grande fachada, e que começar a amar-te pudia ter sido uma cena cortada, no meu filme, a que chamo de vida.
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